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APRESENTAÇÕES

Metronidazol 250 mg: Caixa com 20 comprimidos revestidos.
Metronidazol 400 mg: Caixa com 20 e 24 comprimidos revestidos.

USO ADULTO

Composição

Cada comprimido revestido de metronidazol 250 mg contém:
Metronidazol............................250 mg
Excipiente* q.s.p..........................1 com. rev.
* Polivinilpirrolidona, talco, croscarmelose sódica, polietilenoglicol, fosfato de cálcio dibásico, celulose microcristalina, óleo vegetal hidrogenado, estearato de magnésio, polímero do ácido metacrílico, dióxido de titânio.

Cada comprimido revestido de metronidazol 400 mg contém:
Metronidazol............................400 mg
Excipiente** q.s.p........................1 com. rev.
** Amido, estearato de magnésio, glicolato de amido sódico, fosfato de cálcio dibásico, manitol, celulose microcristalina, polivinilpirrolidona, dióxido de titânio, polietilenoglicol, polímero do ácido metacrílico, talco.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Características
Metronidazol é um medicamento com função antibacteriana, antiparasitário e anti-helmíntico. De origem sintética, pertence ao grupo dos metroimidazóis, ativo contra a maioria das bactérias anaeróbias obrigatórias e protozoários, mediante a redução química intracelular que é efetuada por mecanismos únicos do metabolismo anaeróbio. O metronidazol reduzido, que é citotóxico, porém de vida curta, interage com o DNA e produz uma perda da estrutura helicoidal, ruptura da cadeia e inibição resultante da cadeia e inibição resultante da síntese de ácidos nucléicos e morte celular.
O metronidazol possui o seguinte nome químico: 1 H-Imidazole-1-etanol,2-metil-5-nitro; fórmula molecular C6H9N3O3; peso molecular: 171,16.
É empregado nas formas livre e de cloridrato.
O metronidazol apresenta-se sob forma de pó ou cristais, inodoro, branco ou amarelo claro. Escurece se exposto à luz. Pela Farmacopéia Britânica é ligeiramente solúvel em água, em álcool, em acetona, e em cloreto de metileno, muito pouco solúvel em éter. Pela USP, é pouco solúvel em água e em álcool; ligeiramente solúvel em clorofórmio e em éter.
Este medicamento é bem e rapidamente absorvido por via oral, atravessa a placenta e a barreira hematoencefálica.
As concentrações séricas máximas que seguem uma dose oral de 250 mg, 500 mg e 2 g são de 6, 12 e 40 mg por ml, respectivamente. Os picos séricos após administração por esta via são similares aqueles obtidos após administração intravenosa de doses equivalentes.
O metronidazol atinge concentração plasmática máxima dentro de 1 a 2 horas.
Sua distribuição é semelhante tanto se administrado por via oral, quanto parenteral.
O volume de distribuição é de 0,8 l/Kg. A meia-vida plasmática é de 8 a 10 horas.
Sua união às proteínas é baixa, inferior a 20%. A difusão é rápida e importante, com concentração próximas às taxas séricas nos pulmões, rins, fígado, bile, LCR, saliva, líquido seminal e secreção vaginal.
O metronidazol atravessa a barreira placentária. A biodisponibilidade por via oral é de 100%. Sofre metablização principalmente no fígado dando primariamente 1-(2-hidroxietil)-2-hidroximetil-5-nitroimidazol (ativo), ácido 2-metil-5-nitroimidazol-1-ilacético e conjugados glicurônicos.
Na presença de insuficiência hepátic apode acumular-se no plasma.
A meia-vida de eliminação é de 8 horas para o metronidazol e cerca de 15 horas para 2-hidroximetilderivado.
Elimina-se por via renal, principal via de eliminação, em 60% a 80%. Desta quantidade, 20% são excretados inalteradamente pela urina; 6 a 15% são eliminados nas fezes, encontrando-se metabólitos inativos. Também é excretado no leite materno.Removido rapidamente por hemodiálise, tanto o fármaco íntegro quanto os seus dois metabólitos principais. OBS: Pacientes com função renal comprometida não apresentam alteração importante na farmacocinética, embora haja redução do clearance plasmático do metronidazol em pacientes portadores de insuficiência hepática.

Indicações

Este medicamento está indicado para o tratamento de tricomoníase, vaginites por Gardnerella vaginalis, giardíase e amebíase.

Contra-Indicações

Este medicamento é contra-indicado nos casos de hipersensibilidade anterior ao metronidazol ou outro derivado imidazólico;
A relação risco/benefício deverá ser avaliada em doenças orgânicas ativas do SNC, incluindo epilepsia, discrasias sangüíneas, disfunção cardíaca ou hepática grave.

Precauções e advertências

Pacientes com insuficiência hepática severa metabolizam o metronidazol lentamente, com conseqüente acúmulo da droga e seus metabólitos no plasma.
Recomenda-se, portanto, que sejam administradas, nestes pacientes, doses menores que as habituais.
Podem aparecer ou piorar sintomas de candidíase durante e terapia com metronidazol comprimidos, requerendo tratamento específico;
Este medicamento produz secura na boca, o que pode contribuir para o desenvolvimento de cáries, candidíase oral e mal-estar.
Crises convulsivas e neuropatia periférica (caracterizada principalmente por paresia ou parestesia de uma extremidade) têm sido observadas com o uso de metronidazol, em grandes doses e/ou por tempo prolongado. O aparecimento de sinais neurológicos anormais exige a reavaliação da relação risco/benefício da terapêutica.
O metronidazol é um nitroimidazol e, portanto, deve-se ter cuidado com pacientes com evidência ou história de discrasia sangüínea. Leve leucopenia tem sido observada durante sua administração; entretanto, nenhuma anormalidade hematológica persistente, atribuível ao metronidazol, foi observada nos estudos clínicos. Recomenda-se fazer a contagem, total e diferenciada, de leucócitos, antes e depois da terapia.
Bebidas alcoólicas não devem ser consumidas durante o tratamento com metronidazol e, pelo menos um dia depois do seu término, devido à possibilidade de ocorrência de cólicas abdominais, náuseas, vômitos, cefaléia e rubor facial (efeito "antabuse").
O metronidazol pode ter interação com testes laboratoriais de alguns tipos de dosagens séricas, como as de TGO, TGP, DHL, triglicérides e glicose hexoquinase. Todos os ensaios nos quais pode ocorrer interferência envolvem reações enzimáticas de oxidação-redução da nicotina adenina dinucleotídeo (NAD+<=>NADH). Esta interferência se deve à similaridade nos picos de absorbância do NADH e metronidazol, em pH 7
Não existe qualquer suspeita de carcinogenicidade em humanos; dados positivos não foram observados apenas em uma espécie de camundongo, mas em ratos e hamsters.
O metronidazol atravessa a barreira placentária e passa para a circulação fetal rapidamente. Estudos de reprodução realizados em ratos, com doses de até 5 vezes a dose humana, não revelaram qualquer evidência de diminuição na fertilidade ou prejuízo para o feto, mas mesmo que não tenham sido demonstrados defeitos no feto seu uso não é recomendado no primeiro trimestre da gravidez. A administração intraperitonial de metronidazol, em fêmeas de camundongos prenhas, de doses aproximadas às usadas em humanos, causaram fetotoxicidade; administrado por via oral, nenhuma fetotoxicidade foi observada. Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Com base nestes dados, recomenda-se que a droga seja usada na gravidez somente se absolutamente necessário. Também não deve ser usado o ciclo de terapêutica de 1 dia, posto que produz concentrações séricas fetais e maternas mais altas.
O metronidazol é excretado no leite materno em concentrações semelhantes às encontradas no plasma. Recomenda-se, portanto, não administrar metronidazol comprimidos a mulheres nutrizes ou caso a droga seja de importância para a mãe, descontinuar o aleitamento. Caso seja necessário o tratamento com metronidazol, o leite materno deve ser extraído e descartado, reiniciando a lactação 24 a 48 horas após o término do tratamento.

Pacientes idosos: Não há estudos indicando recomendações ou advertências sobre o uso deste medicamento em pacientes idosos.

Interações medicamentosas

As seguintes interações medicamentosas podem ocorrer:
- O metronidazol pode potencializar o efeito anticoagulante da varfarina e outros cumarínicos, resultando em prolongamento do tempo da protrombina. É necessário, portanto, um ajuste posológico nestes casos, mantendo um controle com provas de coagulação sangüínea.
- A indução simultânea de drogas que induzem enzimas microssomais hepáticas, tais como a fenitoína ou o fenobarbital, pode acelerar a eliminação do metronidazol, resultando em níveis plasmáticos reduzidos; diminuição do clearance da creatinina também foi observado.
- A administração simultânea de drogas que diminuem a atividade enzimática dos microssomos hepáticos, tais como a cimetidina, pode prolongar a meia-vida e diminuir o clearance plasmático do metronidazol.
- Em pacientes em uso de altas doses de lítio, pode ocorrer elevação dos níveis séricos do mesmo, se o metronidazol for administrado concomitantemente.
- Foram observadas reações psicóticas e confusão em pacientes alcoólatras, usando metronidazol e dissulfiram concomitantemente. Não se deve administrar metronidazol a pacientes que fizeram uso de dissulfiram das duas semanas anteriores,
- Não é recomendado o uso simultâneo com álcool, porque pode produzir acúmulo de acetaldeído por interferência com a oxidação do álcool e originar cãibras abdominais, náuseas, vômitos e cefaléias.

Interações alimentares
Os alimentos de uma maneira geral diminuem o pico de concentração, o atraso no tempo para atingir o pico de concentração não afeta a extensão da absorção.
Não é recomendado o uso simultâneo com álcool, porque pode produzir acúmulo de acetaldeído por interferência com a oxidação do álcool e originar cãibras abdominais, náuseas, vômitos e cefaléias.

Alteração de exames laboratoriais
Metronidazol pode interferir com os teste de TGO (AST) dando resultados falso-negativo. Também pode interferir os exames de TGP, DHL e glicose hexoquinase.
Estudos têm demonstrado que metronidazol pode provocar falsa elevação nos níveis séricos de glicose quando determinados pelo método "Technicon SMAC".
O metronidazol interfere com o teste HPLC usado na determinação dos níveis séricos de teofilina. Isto pode resultar em concentração sérica falsamente elevada.
Todos os ensaios nos quais pode ocorrer interferência envolvem reações enzimáticas de oxidação-redução da Nicotina Adenosina Dinucleotídeo (NAO + NADH). Esta interferência deve-se a similaridade nos picos de absorbância do NADH e metronidazol, em pH 7.

Reações adversas

Duas reações adversas graves foram ralatadas em pacientes tratados com metronidazol comprimidos, em grandes doses e/ou por tempo prolongado: crises convulsivas e neuropatia periférica, esta última caracterizada principalmente por paresia ou parestesia de uma das extremidades. Os pacientes devem, portanto, ser cuidadosamente observados e se qualquer sinal/sintoma neurológico surgir, o prosseguimento da terapêutica deve ser reavaliado.
As reações adversas mais comuns são relacionadas ao trato gastrintestinal, principalmente náusea, relatada em cerca de 12% dos pacientes, algumas vezes acompanhada de cefaléia, anorexia e vômito; diarréia, dor epigástrica, cólica abdominal e constipação também podem ocorrer.
Outros efeitos indesejáveis foram, menos freqüentemente, observados:
- Boca: gosto metálico e desagradável; glossite, estomatite, proliferação de Candida também pode ocorrer;
- Hematopoiético: neutropenia reversível e, raramente, trombocitopenia, também reversível;
- Cardiovascular: achatamento da onda T ao ECG;
- Sistema nervoso central: crises convulsivas (com doses elevadas), neuropenia periférica, vertigens, incoordenação, ataxia, confusão, irritabilidade, depressão, torpor, fraqueza e insônia;
- Hipersensibilidade: urticária, erupção cutânea, eritema, congestão nasal, secura da boca (ou da vagina e vulva) e febre;
- Renal: disúria, cistite, poliúria, incontinência e sensação de pressão na região pélvica; coloração escura (marrom-avermelhada) da urina, devido à presença de pigmentos hidrossolúveis provenientes do metabolismo da droga;
- Outros: proliferação de Candida na vagina, dispareunia, diminuição do libido, dor articular transitória. Se pacientes recebendo metronidazol ingerirem bebidas alcoólicas poderão apresentar náuseas, vômitos, eritema e cefaléia; modificação do gosto da bebida também pode ocorrer.

Posologia

A posologia deste medicamento é para:
- Tricomoníase: 2 g, em dose única ou 250 mg, 2 vezes ao dia, por 10 dias ou 400 mg, 2 vezes ao dia, por 7 dias. O esquema a ser utilizado deve ser individualizado para cada paciente. Esta posologia pode ser aumentada, a critério médico, e o tratamento repetido, se necessário, depois de 4 a 6 semanas. Como adjuvante do tratamento por via oral, poderá ser associado o tratamento local, também a critério médico.
Os parceiros sexuais devem, também, ser tratados com 2 , em dose única, a fim de prevenir recidivas e reinfecções recíprocas.
- Vaginites e uretrites por Gardnerella vaginalis; 2 g, em dose única, no 1º e 3º dias de tratamento ou 400 a 500 mg, 2 vezes ao dia, por 7 dias. O cônjuge deve ser tratado com 2 g, e dose única.
- Giardíase: 250 mg, 3 vezes ao dia por 5 dias.
- Amebíase: 500 mg, 4 vezes ao dia, por 5-7 dias (amebíase intestinal) ou 7-10 dias (amebíase hepática).
Para crianças, metronidazol é apresentado na forma de suspensão.

Superdosagem

Doses únicas, por via oral, de até 15 mg , foram relatadas, em tentativas de suicídio e superdosagem acidental. Os sintomas relatados incluíram náuseas, vômitos e ataxia.
O metronidazol, por via oral, tem sido estudado como sensibilizador da radiação de tumores malignos. Efeitos neurotóxicos, incluindo convulsões e neuropatia periférica, têm sido relatados, após 5 a 7 dias de doses de 6 a 10,4 g, dia sim, dia não.
Não há antídoto específico, portanto, o tratamento deve ser sintomático e de suporte.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Metronidazol é um medicamento com função antibacteriana, antiparasitário e anti-helmíntico.
O produto deve ser conservado em local seco, fresco e ao abrigo da luz.
O número de lote e as datas de fabricação e validade de Metronidazol estão carimbados no cartucho do produto. Metronidazol não deve ser utilizado vencido, sob o risco do efeito esperado não ocorrer.
Não use medicamento com prazo de validade vencido.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis tais como náuseas, algumas vezes acompanhada de dor de cabeça, gosto metálico, sensação de boca seca, reações alérgicas na pele; diarréia e vertigens. A urina pode apresentar uma cor escura. Estas reações, de maneira geral, desaparecem com a diminuição da dose ou com a suspensão do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Não é recomendado o uso simultâneo com álcool, porque pode originar cãibras abdominais, náuseas, vômitos e cefaléias.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.

Como evitar a verminose:
- beba somente água filtrada ou fervida;
- lave bem frutas e verduras e cozinhe bem os alimentos antes de ingeri-los;
- coma carne sempre bem passada;
- não ande descalço;
- lave as mãos antes das refeições e após usar o sanitário;
- conserve as unhas sempre cortadas e limpas;
- mantenha as instalações sanitárias em boas condições de higiene;
- seguindo estes conselhos, você evitará que os vermes atinjam toda a família
NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Reg. M.S. nº 1.0235.0483
Farm. Resp. Dra. Marcela Saad
CRF-SP nº 11.680

EMS Industria Farmacêutica Ltda.
Rua Comendador Carlo Mário Gardano, 450
CEP: 09720-470
São Bernardo do Campo - SP
CNPJ: 57.507.378/0001-01
Indústria Brasileira